quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ai o que eu adoro

Ai o que eu adoro os filósofos baratos que todos os dias leio no facebook.
Lê-se cada filosofia barata e imbecil....

Há tempos li: "se não tens inimigos é porque não tens importância". 

Ora, a sério, miga, a sério que é mesmo isso que achas? Pensa lá bem... Não será que és uma pobre coitada a tentar dar nas vistas a todo o custo? Não será que estás a tentar justificar o injustificável? Não será que estás a tentar transformar uma coisa má numa coisa boa? Não será que estás senil? Tenta lá pensar bem...

Ai o que eu gosto da filosofia barata. 
O que eu gosto de gente que dá um peido e publica no facebook.
O que eu gosto de ver os socialmente reprimidos a publicarem textos como se fossem extremamente divertidos. 
O que eu gosto.

O que eu gosto das frases feitas como "live fast, die young" ou "pecado é não viver a vida" ou outras coisas do género.
O que eu gosto destes socialmente desequilibrados que tentam compensar a falta de qualquer coisa através de grandes frases feitas no facebook.


Enfim.

Sabedoria popular #2

"Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão".

É mais ou menos isto que acontece em casa de milhões portugueses por esta altura.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Jovem e a Diana - O Embuste

E parece que a história do jovem romântico em busca da gata borralheira francesa, a Diana, não passa de um embuste. 
Pois é, não existiu a troca de olhares, não aconteceu o famoso "segue-me" (ou qualquer coisa que o valha), não aconteceu a conversa de uma noite inteira, não aconteceu o amor. Na realidade, a Diana nem existe, ou pelo menos não é uma pessoa.

Não quero parecer uma daquelas pessoas que sabe sempre de tudo quando é revelada a verdade, mas sempre achei tudo demasiado rebuscado. O apaixonado estava demasiado bem organizado e para mais, era demasiado novo para tanta paixão e tanta determinação na busca da donzela perdida. 
Não é que eu não acredite no amor, só acho que esse amor à primeira vista, essa loucura que nos torna capazes de tudo não é assim tão usual quanto parece nos romances.
Além disso, a ideia do amor nascer numa manifestação contra o actual estado de coisas no nosso país era demasiado romântica.
No fundo, tudo era demasiado romântico para ser verdade e já não se fazem amores de perdição. 

Por outro lado, não é que eu perceba de marketing mas acho que a marca cumpriu o objectivo. Pôs toda a gente a falar do produto, para o bem e para o mal. A curiosidade ficou aguçada e não me parece que haja assim tanta gente radical que, insurgindo-se contra a marca, decida não comprar o produto, mesmo gostando dele. Digo eu.

Coisas que detesto #1

Um bocado à moda do programa do Daniel Oliveira:
- não gosto de maus cheiros.

Como se houvesse alguém que goste! "Ai eu, dou tudo por um bom fedor!! Adoro fedor! Aquele fedor a esterco é o meu preferido! Tanto assim que uso o perfume aqua di fossi!"

Não, a sério. Não percebo qual o motivo para as pessoas cheirarem mal em pleno século XXI. Esperem, falo de pessoas da classe média, ou média alta. Pessoas com cargos de chefia. Pessoas instruídas, cultas e que estudaram! A sério que querem cheirar mal! Há água quente, perfumes baratos, desodorizantes baratos! Gente, não há motivos para maus cheiros!  
Só o incómodo que causam a terceiros... Fico mesmo revoltada com isto. Porque EU NÃO TENHO CULPA E TENHO DE GRAMAR COM O FEDOR!!!
E o mau hálito!? Isso dava para outro post...



Sabedoria popular #1

"Barco parado não faz frete" (este tem de se ler com sotaque angolano).

Thank you!


Obrigada.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Utopia

No mundo perfeito não precisaríamos de trabalhar. Era só chegar, pegar e andar. Os pequenos robots produziriam tudo o que nos faz falta e nós passaríamos a vida na praia, a viajar, fazer compras... No fundo a fazer o que nos apetece.
Era o mundo perfeito.
Nesse mundo perfeito provavelmente iríamos querer trabalhar. Porque o problema das pessoas é sempre a rotina. A rotina cansa.