quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Coisas que acontecem

Adoro que o meu irmão e o meu namorado falem comigo sobre coisas que me interessam tanto como lagares de azeite.

Por exemplo, não percebo o motivo por que insistem em falar comigo sobre futebol. Não, depois de eu ter demonstrado tanto desinteresse. Não, depois de eu ter sido bastante taxativa dizendo: "na realidade não quero saber". 

- Sabes quanto ficou o Braga B? 
- Não, não sei e também não quero saber. 

O Braga B?! A sério? Braga B? 

Isto chega a ser enervante quando estamos a tentar ver ou ouvir qualquer coisa e tudo o que ouço é "olha, olha este golaço!!" ou "olha, olha esta defesa!" ou, ainda, "olha, olha esta táctica".

A maior parte das vezes limito-me a dizer "humhumhum". Outras vou mais além e digo "hey! que espectáculo!", outras irritam-me solenemente e uso de toda a minha sinceridade dizendo "não quero saber". 
E raras são as vezes em que vejo com olhos de ver o que se passou.

Não é que não goste futebol. Só não adoro. Não vivo para ele. Gosto de ver os jogos importantes. Só alguns. Gosto de saber que o meu Braga ganha. Gosto de ir ao estádio, às vezes. Gosto que Portugal ganhe.

Quanto a ir ao estádio, esqueçam, nunca vejo nada. 
Mas ao menos sou melhor que a minha mãe que a meio da primeira parte pergunta em que baliza marca o nosso clube.

<facepalm>

Sabedoria popular #3

Este assenta como uma luva no dia de hoje:

"Patrão fora, dia santo na loja!"

E que bem que sabe um dia santo!
DESISTO.

Oh god!

Alguém me explica por que carga de água acrescentei um link para o facebook e as cores dos títulos alteraram para azul?!

E AGORA NÃO DÁ PARA MUDAR?!

PLEASE!!!

Ai o que eu adoro

Ai o que eu adoro os filósofos baratos que todos os dias leio no facebook.
Lê-se cada filosofia barata e imbecil....

Há tempos li: "se não tens inimigos é porque não tens importância". 

Ora, a sério, miga, a sério que é mesmo isso que achas? Pensa lá bem... Não será que és uma pobre coitada a tentar dar nas vistas a todo o custo? Não será que estás a tentar justificar o injustificável? Não será que estás a tentar transformar uma coisa má numa coisa boa? Não será que estás senil? Tenta lá pensar bem...

Ai o que eu gosto da filosofia barata. 
O que eu gosto de gente que dá um peido e publica no facebook.
O que eu gosto de ver os socialmente reprimidos a publicarem textos como se fossem extremamente divertidos. 
O que eu gosto.

O que eu gosto das frases feitas como "live fast, die young" ou "pecado é não viver a vida" ou outras coisas do género.
O que eu gosto destes socialmente desequilibrados que tentam compensar a falta de qualquer coisa através de grandes frases feitas no facebook.


Enfim.

Sabedoria popular #2

"Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão".

É mais ou menos isto que acontece em casa de milhões portugueses por esta altura.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Jovem e a Diana - O Embuste

E parece que a história do jovem romântico em busca da gata borralheira francesa, a Diana, não passa de um embuste. 
Pois é, não existiu a troca de olhares, não aconteceu o famoso "segue-me" (ou qualquer coisa que o valha), não aconteceu a conversa de uma noite inteira, não aconteceu o amor. Na realidade, a Diana nem existe, ou pelo menos não é uma pessoa.

Não quero parecer uma daquelas pessoas que sabe sempre de tudo quando é revelada a verdade, mas sempre achei tudo demasiado rebuscado. O apaixonado estava demasiado bem organizado e para mais, era demasiado novo para tanta paixão e tanta determinação na busca da donzela perdida. 
Não é que eu não acredite no amor, só acho que esse amor à primeira vista, essa loucura que nos torna capazes de tudo não é assim tão usual quanto parece nos romances.
Além disso, a ideia do amor nascer numa manifestação contra o actual estado de coisas no nosso país era demasiado romântica.
No fundo, tudo era demasiado romântico para ser verdade e já não se fazem amores de perdição. 

Por outro lado, não é que eu perceba de marketing mas acho que a marca cumpriu o objectivo. Pôs toda a gente a falar do produto, para o bem e para o mal. A curiosidade ficou aguçada e não me parece que haja assim tanta gente radical que, insurgindo-se contra a marca, decida não comprar o produto, mesmo gostando dele. Digo eu.